A Face da Morte (Smiley) é um filme de terror lançado em 2012, dirigido por Michael Gallagher e produzido pela Level 10 Films. A história gira em torno do assassino Smiley, um mito da internet alá Bloody Mary, que mata cada vez que é invocado por alguém que digita "eu fiz pela risada" três vezes em um chat anônimo.

A protagonista do filme é Ashley (Caitlin Gerard), uma garota bipolar, que está se mudando da casa de seu pai viúvo para morar com uma amiga da internet, a louca Proxy (Melanie Papalia). Durante as festas e maravilhas da faculdade, onde "ah, é, posso fazer o que eu quiser" (frase repetida mil vezes pela protagonista), Ashley ouve falar sobre a lenda do Smiley. Então, como todos os adolescentes sensatos dos filmes de terror, ela e Proxy decidem testar para saber se os vídeos com os assassinatos são reais ou não. O que ela não esperava era que o Smiley realmente aparecesse e não só matasse seu companheiro de chat, como também começasse a persegui-la na internet, no campus e nos seus pesadelos.

O filme começa com uma típica "gostosona" morrendo pelas mãos do Smiley, por quem eu me afeiçoei durante o filme, uma sátira óbvia do emoticon "Smiley". Por muitas vezes torci mais para que ele matasse logo a Ashley ou então fizesse um banho de sangue, típico do Ghostface dos filmes Pânico. Mas apesar da introdução lembrar muito o estilo da franquia de terror, o resto do filme nem se compara. Ao invés de milhares de adolescentes morrendo e todo aquele suspense para descobrir quem é o assassino, o filme centra mais no estado psicológico de Ashley e as teorias (filosóficas?!) sobre a humanidade e evolução.

Sinceramente, na metade do filme, eu não aguentava mas a Ashley e suas topadas: (1) achar que a polícia acreditaria em tudo; (2) precisava quebrar o notebook daquele jeito, menina? Era só fechar.

"Ah, Mendes, ela é bipolar e tem problemas com a ansiedade." Okay. Tudo bem.

O filme tem um bom roteiro, fotografia bacana e até consegue dar uns sustos no começo, mas não empolga tanto. Eu acabei desconfiando de todos os personagens, começando pelo pervertido extravagante Zane (Andrew James Allen), que me fazia rir em todas suas cenas de "drama"; Proxy, que sempre aparece de surpresa pronta pra te fazer ter um ataque do coração, e até o professor Clayton (Roger Bart).

Já vi muita gente na internet dizendo que o filme é horrível e é uma perda de tempo. Minha opinião? Não é uma perda de tempo. Eu gostei, é um bom filme pra assistir quando tiver uma folguinha e bater o tédio. Não é nada que te deixará te boca aberta, mas é bacana, principalmente o final, que dentro do contexto (mentira, o filme quase não tem contexto. Quase nada é explicado sobre a origem e a mitologia do Smiley), foi o único desfeixo que poderia fazer sentido, ao menos para mim.

Dou nota 5 pelo Smiley. Cara cativante, esse Smiley.



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