Hoje minha resenha vai ser um "combo", por assim dizer, vou fazer uma resenha crítica do meu livro preferido The Fault in Our Stars e sua adaptação cinematográfica. Vai ficar algo gigantesco, mas com certeza vai vale a pena =)

LIVRO


 A Culpa é das Estrelas (ou em inglês The Fault in Our Stars) é um romance do gênero young-adult do escritor americano John Green, lançado em Janeiro de 2012 pela Editora E.P Dutton e aqui no Brasil pela Intrínseca. Li o livro pouco depois de sair no Brasil em 2012, não lembro exatamente quando e desde então o releio sempre entre uma pausa de  uma leitura nova e outra.

   O livro conta a história de Hazel Grace Lancaster uma jovem de dezesseis anos que está no estágio terminal de um câncer de tireoide. Hazel foi diagnosticado com câncer ao treze anos, mas graças a um remédio chamado Falanxifor (um remédio totalmente fictício inventado pelo autor) e ela consegue mais alguns anos de vida. E então em um belo dia e mais uma ida forçada a reunião do Grupo de Apoio à Crianças com Câncer Hazel conhece Augustus Waters, um rapaz de dezessete anos que se recupera de um  osteossarcoma (câncer nos ossos), Gus é um garoto divertido, simpático e que conquista Hazel rapidamente.

   Pode parecer ser mais uma história de amor de adolescentes, ou só mais uma história de amor entre adolescente com câncer, mas não, não é.  Apesar de logo no começo do livro Gus já aparecer e os dois automaticamente ficarem a fins um do outro o romance é muito bem desenvolvido. Hazel é uma garota realista (às vezes um tanto pessimista), ela sabe que vai morrer e em sua cabeça ela sente que tem o dever de não magoar ninguém (além dos seus próprios pais que isso ela não tem como mudar), com isso ela reluta muito a entregar-se a paixão que sente por Gus, mas é inevitável que não aconteça.  O livro é muito profundo, muito belo em vários aspectos, mas também muito cru em outros e além de ter suas mensagens. Como as de que um herói às vezes não é realmente um herói, que você não precisa ser alguém fantástico para ser especial e a que mais mexe comigo que é a que um amor não precisa ser eterno para ser extraordinário.

  A experiência que tive ao ler esse livro foi fantástica, pois foi - sem exageros - um turbilhão de emoções. Quando eu terminei o Capítulo 21, eu tive que parar a leitura, dar um volta, respirar um pouco, dar uma olhada nos programas de TV para depois finalmente voltar ao livro. John Green entrou pro topo do meus autores favoritos, ainda mais depois que li seu outro romance Looking for Alaska (na qual farei uma resenha em breve). John é todo nerd (como podemos ver no seu canal do youtube VlogBrothers, onde até mesmo seus espectadores são denominados nerdfighters) e consequentemente seus personagens são um pouco nerds, então eu me identifico muito com eles, como por exemplo a Hazel que lê o mesmo livro sempre e que tem o autor Peter Van Houten como a seu "melhor amigo", é exatamente assim que eu meu sinto, só que com o próprio John Green.


  Ao final do livro eu sentia uma necessidade de mais, quase a mesma sensação que eu creio Hazel sentiu ao terminar Uma Aflição Imperial, eu sabia que tinha acabado, que era assim que tinha que acabar, mas eu simplesmente precisava de respostas: Sobre Hazel, Sobre Isaac, sobre tudo. Eu sabia que não tinha muito mais do que se falar, mas o interessante quando você se apaixona por um livro, você quer qualquer coisa a mais dele, apesar de saber que não há nada mais do que possa ser escrito.

   Uma das coisas que minha prima Mendes citou sobre o livro e acho que ela tem toda razão concordando plenamente, é que a última página de TFIOS (sigla do título em inglês) merece ser relida umas mil vezes, principalmente antes de se tomar uma decisão.

  Basicamente o livro é isso que o livro nos proporciona: Reflexão.

Avaliação: 
☆☆☆☆☆



FILME



   A Culpa é das Estrelas (em inglês The Fault in Our Stars) é um filme lançado em 2014 dirigido por Josh Boone. A adaptação cinematográfica do livro foi anunciada no inicio do ano passado, John Green participou constantemente da produção - que ao meu ver foi essencial a presença dele ali para que o resultado final saísse como foi.

  A escolhida para para viver o papel da jovem Hazel Grace Lancaster foi a grande promessa de Hollywood; Shailene Woodley, a recepção do público com anuncio foi positivo, mas o mesmo não aconteceu com o seu companheiro Ansel Elgort, Ansel foi muito criticado pelos fãs por não ter o mesmo físico de que seu personagem Augustus. Posso dizer que eu não fiz parte desse grupo, por incrível que pareça eu consegui visualizar o meu Augustus em Ansel e um tempo depois, quando fui no cinema e o vi atuando em Carrie, A Estranha eu simplesmente me apaixonei e soube que ele era meu Augustus Waters. Outra escolha que foi bastante criticada foi a Willem DaFoe como o autor de Uma Aflição Imperial, Peter Van Houten, muitos diziam que a forma que eles imaginaram Van Houten era completamente diferente e gerou muitas discussões.

   Mas, no fim das contas todo mundo acabou calando a boca, tanto com relação a Willem, quanto a Ansel. Willem foi simplesmente incrível, conseguiu me fazer odiar Van Houten mais do que odiei no livro na cena em Amsterdã - e olha que eu achei que não poderia odiá-lo mais. Nat Wolff também foi muito incrível em seu papel de Isaac, eu realmente me acabei de rir na cenas cômicas com ele. Shailene também foi uma excelente Hazel Grace, não tenho muito o que dizer pois estou guardando todos os elogios possíveis para o meu Ansel <3 Ansel foi Augustus e pronto e todo mundo finalmente viu isso, no trailer vimos isso, mas muito ainda tinham aquela coisa na cabeça de que por Ansel não ter olhos azuis e cabelos escuros ele não era o Gus, mas ele foi  sim e eu digo isso quantas vezes precisar. Logo na primeira cena em que ele esbarra com Hazel (uma cena que não estava no livro, mas eu amei), ai então ele dá aquele olhar sedutor e diz que a culpa é dele, depois se afasta continuando a encarar Hazel e em seguida acaba dando de cara com a porta foi simplesmente Augustus aquilo, não tem como negar. Aquele momento no cinema, eu dei graças a Deus por confiar plenamente na escolha de Ansel para o papel, pois eu evitei estresse e naquele momento estava recebendo minha recompensa.


  Mas, vamos voltar ao enredo, que apesar de não ter muito o que se falar, pois quase 95% do livro estava no filme, poucas cenas foram tiradas e pouco se sentiu falta delas. Acho que uma das melhores sensações de assistir o filme, fora ver os personagens criando vida, foi o fato de todos o quotes marcantes do livro estarem presentes. Muitos diziam que no livro achavam que todas as frases eram forçadas e tudo mais, mas eles também tiveram que calar a boca no filme, pois as frases eram tão naturais e mesmo assim para quem leu o livro tinha aquele pequeno frenesi quando as ouviam.

   A trilha sono também está impecável, morri de felicidade quando as músicas que tinham sido divulgadas como parte da trilha realmente tocaram no filme. Ouvir Let me in, Boom clap e principalmente - a que me fez chorar enquanto eu cantava a música junto - Not About Angels. Uma última observação, que é a que estou mais doida para fazer é com relação a perna do Augustus (sim, ou melhor o pouco que restou da perna do Mr. Waters), não sei qual foi a mágica de Hollywood que fez Ansel ficar sem perna (nem me conte, pois eu quero continuar vivendo essa ilusão), mas eu simplesmente amei as cenas que mostram Augustus sem perna. É meio loucura, eu sei, mas foi bem legal.


Avaliação: 
☆☆☆☆☆



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