Flowers in the Attic ou Jardim dos Esquecidos, seu título no Brasil, é um livro de terror psicológico escrito pela escritora americana V. C. Andrews. O livro conta a história dos irmãos Cathy e Chris e os gêmeos Carrie e Cory, que após a morte de seu pai, são levados por sua mãe Corrine até a mansão Foxworth, onde moram seus avós, dos quais nem mesmo sabiam a existência. 

Prometendo-lhes uma vida cheia de riqueza, Corrine os leva até seu antigo lar, mas ao chegarem, as crianças percebem que a realidade é bem diferente. Por algum motivo desconhecido até aquele momento, seus avós ricos os consideram "frutos do demônio". Sua avó propõe então que as crianças fiquem trancadas em um quartinho na ala norte, único lugar da mansão onde o Mrs. Foxworth não poderia ouvi-los. Corrine os promete que aquilo durará até o próximo dia, quando contaria ao pai adoecido sobre os seus filhos, mas o que era apenas uma noite viram dias, semanas, meses, anos... Enfim.

Começo essa resenha dizendo que esse livro é um tanto "forte" para os que não estão acostumados a ler terror psicológico. O fato dos personagens principais serem crianças - quem o narra é Cathy, a filha do meio - dá a sensação de ser um livro juvenil, como muitos outros. Mas não é. É um livro pesado, com narrativa forte e detalhada sobre o cárcere privado dessas crianças. 

Quando o li, já sabia praticamente tudo o que ocorria, pois fui assistir o filme (o remake de 2014) antes de conseguir encontrar o bendito pdf da saga completa. Sim, você, querido leitor, se ao término dessa resenha quiser ler esse livro, terá que ler em pdf. No Brasil é raríssimo encontrá-lo, e quando encontram, são em sebos, porque esse livro é bem antigo, mas enfim. Quando o li, já havia me enchido de spoilers, então posso dizer que não me surpreendi muito com o enredo, mas pra você que está ouvindo falar de Flowers in the Attic pela primeira vez, será muito surpreendente. Ou não, haha.

A base do livro é o amadurecimento dos personagens principais. Aos "mimos" e pressentes que Corrine os dá, enchendo-lhes de desculpas esfarrapadas sobre quando eles sairão do quartinho, as crianças acabam passando anos ali dentro, tendo apenas um porão para brincar. Nós presenciamos seu crescimento físico e emocional, que acaba resultando em uma relação incestuosa entre os dois irmãos mais velhos, Cathy e Chris. Tudo isso unido ao cárcere privado, tortura e o extremismo religioso dos avós, resulta em um belo e verdadeiro romance gótico. Mesmo sendo da década de 70, acredito que até hoje Flowers in the Attic consegue ser um livro polêmico e muito bom.

Apesar de achar Cathy idiota muitas vezes ao longo do livro, acredito que todos teríamos reações parecidas com as suas se passássemos o mesmo que ela nessa idade. Não sei, o relato do livro é tão real que alguns especulam que a história seja real e tenha acontecido com a própria autora, fato que nunca foi confirmado realmente.

O livro ganhou continuação, é claro, já que foi sucesso de vendas. Na verdade, é parte de uma coleção, a Saga dos Foxworth, composto por Flowers in the Attic (Jardim dos Esquecidos), Pétalas ao Vento, Espinhos do Mal, Sementes do Passado e Jardim das Sombras. 

Dou nota 9!


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