Kill Bill é um filme de ação e vingança lançado em 2003 e dirigido pelo roteirista e diretor Quentin Tarantino. A película conta a história da Noiva (Uma Thurman), uma assassina profissional que passou por um coma de quatro anos após quase ter sido assassinada pelo seu antigo grupo de extermínio - Esquadrão Assassino de Víboras Mortais - no dia de seu ensaio de casamento, enquanto estava grávida.

Acho que eu sou "um pouco" suspeita pra falar sobre esse filme, já que sou fã desesperada alucinada maluca de pedra de carteirinha dele. Mas por esse motivo também, senti uma vontade enorme de fazer essa resenha, então vamos lá. Ao meu ver, Kill Bill é um daqueles filmes que todas as pessoas - principalmente os fãs de filmes de ação e artes marciais - deveriam assistir antes de morrer. Em um só filme (ou melhor, em dois, já que a história foi dividida em 2 volumes), temos uma variedade de homenagens aos clássicos do cinema, como a roupa amarela que a Noiva usa nas cenas finais. Para quem não sabe, é uma homenagem a Bruce Lee, que usou um traje parecido em Game of Death, um de seus últimos filmes.

"A vingança é um prato que se come frio."

No caso da Noiva, foi praticamente congelado. Na cena que abre o filme a vemos caída e ensanguentada no chão, enquanto Bill (David Carradine) se aproxima e lhe dá um tiro na cabeça após o seguinte diálogo:

"Você me acha sádico? Sabe garota, eu poderia fritar um ovo na sua cabeça agora... se eu quisesse. Mas, quero acreditar, que mesmo agora você é capaz de entender que não há nenhum sadismo nos meus atos. Talvez com esses outros palhaços, mas não com você. Não, com você eu estou sendo completamente masoquista."

E então Bang Bang (versão da Nancy Sinatra) toca. Acredito que ele dê o tom perfeito de como o filme segue.

A partir daí, acompanhamos a Noiva em sua jornada de vingança, dividida em dez capítulos, cinco em cada volume. Como sempre acontece nos filmes de Tarantino, a ordem cronológica não é respeitada, mas isso não dificulta sua compreensão, e em alguns momentos esse detalhe chega até a ser satisfatório. Temos o primeiro capítulo chamado "2", onde a Noiva faz uma visitinha à sua amada Vernita Green, também ex-membro do Esquadrão Assassino de Víboras mortais, e a segunda em sua lista de mortes. Após uma disputa bruta e violenta, o filme volta no tempo até o dia em que a Noiva acorda de seu coma no hospital, onde passou quatro anos sendo violentada por enfermeiros e seus "xarás".

"Seu nome é Buck, certo? E você veio aqui para transar, certo?"

Como uma boa representante feminina que é, a Noiva acorda já matando dois grandalhões nojentos e mostrando para o que veio. A protagonista é forte e sozinha domina a cena, o que me faz desejar que Uma Thurman fizesse mais filmes de ação, pois mesmo os que não são "chegados" à filmes de ação com mulheres no papel principal não conseguem negar que a interpretação da atriz, corporal e facial, convence e muito.

"Isso é coisa pra criança."

Após o início brutal, o filme segue e descobrimos a origem de O-Ren (Lucy Liu) - primeira pessoa da lista - apresentado ao telespectador através de um anime espetacular; a origem da katana Hattori Hanzo que a Noiva carrega consigo; uma cena indescritível de luta entre a Noiva, Gogo e os 88 Loucos (exército pessoal de O-Ren) e sua jornada até o fim da primeira parte de sua vingança, onde temos o desfecho com uma luta na neve entre a Noiva e O-Ren, inspirada no filme Lady Snowblood.

Sobre O-Ren:

Apenas uma das melhores vilãs do cinema. Lucy Liu simplesmente arrasou na pele da personagem, que também possuía um passado marcado pela vingança. Acho que nem preciso enaltecer a cena em que ela corre sobre a mesa e corta a cabeça de um dos chefões do crime de Tóquio. Simplesmente maravilhosa.

Com uma das melhores trilhas sonoras do cinema, homenagens à cultura pop e uma fotografia que por si mesma já lembra animes, para alcançar um fim triunfante e provocador que nos leva direto para o volume 2, Tarantino nos dá um tapa na cara, revelando uma das coisas mais interessantes e surpreendentes de toda a história.

Dou nota 10, sem exageros. Isso ainda é pouco diante desse enredo espetacular. Até a resenha do Volume 2!


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