Ficha Técnica.:


Título: Se eu ficar (If a Stay) - 2014
Autor(a): Gayle Forman;
Páginas: 224;
Editora: Novo Conceito.



Se eu ficar foi primeiramente publicado em 2009 pela Editora Rocco, para só agora ser relançado juntamente com o filme na Editora Novo Conceito. Ao meu ver a reedição deste livro pela Novo Conceito deixou muito a desejar. Ao longo da minha leitura me deparei com diversos erros na revisão. Chegou um momento que tive que adivinhar, isso mesmo, adivinhar qual seria a palavra adequada para o contexto que estava lendo. Mas também elogio a capa do livro, uma exceção raríssima, já que é difícil gostar de capas de livros com o “pôster” do filme, achei-a muito bonita e é perfeitamente fiel a narrativa em si. 

Confesso que estava com muitas expectativas para este livro, e que infelizmente todas essas expectativas foram para o ralo, depois de perceber o quão superficial achei dessa história.

Se eu ficar tinha tudo pra ser um livro lindo, porém deixou muito a desejar e como...E olhe que muitos também não gostaram desse livro. A narrativa nos apresenta Mia e sua família, e sua apaixonante relação com a música. Aliás, vale ressaltar o ótimo trabalho que a Novo Conceito fez ao colocar notas musicais nas páginas do livro. Foi de uma delicadeza sem tamanho!

E ah, já ia me esquecendo do Adam, namorado da Mia, que por acaso é um daqueles vocalistas de uma banda local de rock que faz sucesso repentinamente. Ambos acabam se conhecendo no colegial, e logo se identificam – apesar do gosto musical diferenciado de ambos, por serem tímidos, e acho que posso dizer, sem sal. 

Quem narra a história é a Mia, e é por ela que somos guiados. É a Mia que nos conta logo no início o acidente ao som da Sonata Nº 3 de Beethoven.
Para uma narração em primeira pessoa, achei a Mia bastante leve. O acidente em si foi muito feio, mas achei a escrita de Forman muito rasa. Não me levem a mal, mas eu não consegui criar laços com Mia, nem muito menos me aprofundar nessa história. 

Sempre me perguntava quando chegaria o momento em que enfim me conectaria com o livro e passaria a senti-lo, mas esse momento nunca chegou. 

Bem, continuando, após o acidente, nós assistimos a luta - se é que podemos chamar assim, quase passiva de Mia para sobreviver em meio a tantos traumas. Quando toma ciência que está num hospital, na UTI, ela se vê fora de seu corpo. Porém, ela não pode passar por paredes, nem nada do tipo. 

Portanto, ela assiste passivamente e sem muitos recursos enquanto seu corpo inerte numa cama de hospital agoniza lentamente.

O livro é “fininho”, porque Mia narra 24 horas de sua vida após o acidente.
E entre sua atual situação, a autora volta no passado constantemente para nos mostrar fatos que envolvem Mia, Adam e sua família. Um recurso para nos familiarizar com a narrativa. Só que em alguns momentos, me vi totalmente perdida nessas idas e vindas de tempos, e tinha que parar a leitura e saber onde eu estava, se no passado ou no futuro.

Isso também acontece na previa do próximo livro, Para onde ela foi, porque a prévia dá a entender que Mia de fato morreu, mas não deixa claro. O livro acaba e não nos revela isso, ao menos no meu ponto de vista. Já que eu não consegui me conectar com essa história.

Dei duas estrelas para esse drama/romance, antes tinha dado quatro para ser generosa, mas pensei bem e resolvi ser honesta comigo mesma. Acredito que esse livro é um dos que facilmente entrariam numa lista de livros que não são melhores que o filme. Ainda não vi o filme, mas creio que é melhor.

E após a prévia temos entrevistas dos atores protagonistas que estrelaram o romance no cinema. Não li essa parte, porque particularmente não gosto dessas coisas “acopladas” num romance.



Mas bem, é isso pessoas. Espero que tenham gostado e até uma próxima!


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