Ficha Técnica.:

Título: A Desconstrução de Mara Dyer;

Autor(a): Michelle Hodkin;

Gênero: Romance, Sobrenatural, Drama;

Editora: Galera Record;

Páginas: 378;

Ano: 2013.

Sinopse: Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la...



Bem, o que falar desse livro espetacular? As palavras somem quando tento colocá-las aqui. Mas antes de lhes contar a história deste livro, preciso dizer-lhes como o encontrei. 

Conheci A Desconstrução de Mara Dyer, enquanto via os vídeos maravilhosos do Olhos de Ressaca, um dos canais literários que mais me marcaram.
No começo, com todo o entusiasmo que a Ana, o Victor e Júnior falavam sobre este livro, eu não dei bola. Mas aí, vídeo após vídeo, eles sempre comentavam sobre o mesmo. Até que fui procurar e li a sinopse. Gostei da proposta e coloquei na minha wishlist.

Não é segredo para ninguém que eu simplesmente AMO livros com conteúdo voltado para o sobrenatural. Livros que abordem exorcismos, espíritos zombeteiros e nefastos. Essas coisas me fascinam demais. Chega até ser mórbido!

Mas infelizmente, eu passei quase um ano fazendo de tudo pra comprar os livros físicos até agora lançados aqui no Brasil. Semana passada, eu cansei de esperar. O preço – quase – exorbitante desses livros uniu-se ao fato de que o Submarino não os vendia, e decidi enfim baixá-lo no meu notebook mesmo e começar a lê-los. 

Foram exatamente duas madrugadas em que os li, e vou lhes contar, valeram a pena. 

A Desconstrução de Mara Dyer, obviamente vai falar da protagonista que empresta o seu nome ao título do livro. Mara Dyer cursa o ensino médio como uma garota comum junto com seus amigos. Rachel, Claire e Jude, este último seu namorado.

Porém depois que Claire, a irritante amiga que Rachel arruma, insiste em brincar com uma tábua de ouija, as coisas literalmente começam a mudar. E mudar pra pior.

Mara só se junta a Claire nessa brincadeira estúpida, porque sabe que Rachel quer muito agradar Claire. E como Mara não quer perder sua amiga para a irritante da Claire, decidi por jogar com elas.

Claire com seu ar sarcástico e arrogante, fica tirando sarro da reação de Mara à tábua de ouija.
Ela aparentemente não leva a sério a mensagem que a tábua lhes dá. E a ignora. Mara decide por ignorar também, já que Rachel insiste tanto.

Mas seis meses depois, Rachel, Claire e Jude estão mortos. E agora Mara terá que lidar com as consequências disso tudo. Terá que lidar com seus traumas, com a insanidade que cresce e corre literalmente solta por sua mente e invade seu corpo numa velocidade assustadora. 

Mara acorda no hospital inconsciente de tudo que aconteceu. Sua mente esqueceu tudo, como forma de lhe poupar da dor. Seu despertar é doloroso, como se agulhas tivessem entrando mais e mais fundo dentro de sua pele. 

Sua mãe está logo ali do lado, assustada e com sua melhor cara de psicóloga. Ela olha para as flores e lembra instantaneamente de Rachel e lhe pergunta se a mesma mandou flores pra ela. Sua mãe responde que não, que foram seus pais. O silêncio se perpetua por segundos, enquanto seu pai lhe conta o que aconteceu aos seus amigos. 

Rachel, Claire e Jude estão mortos. Seus restos mortais foram resgatados dos escombros do antigo e decrépito sanatório, e só ela havia sobrevivido.

Ela não se lembra de absolutamente nada. Sua mãe preocupada organiza a mudança para Miami, a fim de trazer certo conforto para sua filha. 

Mas a ensolarada Miami se revela insuportável para Mara. Sua pele alva, seus cabelos escuros e seu comportamento e estado digladiam-se com a mais nova cidade que sua família se mudou.

Sua mãe lhe perguntou se queria dar um tempo na escola por causa de todos aqueles acontecimentos infelizes, mas Mara prefere se dedicar aos estudos e tentar mostrar aos pais e a seus irmãos que está tudo bem. Mas não está.
De cara, ela odeia a Academia Croyden, uma escola particular, que sua mãe escolhera e colocou ela e seu irmão ali. Não confiava nas escolas públicas da Flórida.

Como toda escola particular, a Croyden é habitada unicamente por patricinhas arrogantes e mauricinhos supérfluos.
Logo quando chega topa com Anna, a piriguete mais popular do recinto sempre acompanhada de Aiden. Mara já deixa uma má impressão para eles, que não se importa nenhum pouco com aqueles riquinhos metidos a besta.

Mas assim que entra na sua primeira aula, atrasada, uma alucinação lhe precipita. Mara já causa uma primeira impressão para os alunos que ali estão. Ela passa mal e no banheiro da escola, acaba por ver Claire no espelho. Depois do incidente trágico, Mara volta pra sala, cercada de olhares, e o excêntrico Jamie Roth lhe chama a atenção. E partir disso, eles se tornam amigos. Um ajudando o outro com as respectivas matérias que tem dificuldade.

No meio disso tudo, Jamie lhe alerta sobre Noah Shaw. Noah era o cara mais cortejado naquela escola. Rico, com um sotaque britânico forte e atraente, dono de um magnífico par de olhos azuis, ele é um clichê ambulante. 

A reputação de Shaw na escola é famosa. É impossível contar pelos dedos da mão quantas garotas, ele já pegou. Mas Mara percebe que ele se mostra totalmente indiferente a tudo que falam sobre o mesmo. Como se não se importasse. 

No começo, a gente pensa que Noah é o típico cara perfeitinho.
Que tem todos os atributos que a sociedade julga e impõe como padrões. A autora parece brincar constantemente com os clichês, e em nenhum momento, isso se torna cansativo ou repetitivo. Ao contrário, ela soube muito bem como fazer isso.

O romance de Mara e Noah é movido diante das descobertas que a protagonista faz acerca de suas memórias perdidas sobre o acontecimento que tirou a vida de seus amigos.

Ela acaba descobrindo que Noah é uma espécie de curador. Que ouve e resgata pessoas. E que ela, não entrou na vida dele por acaso. Noah ouviu sua voz. Noah conhecia ela. Noah fora feito pra ela, e estava ali por ela. 

E a cada alucinação e a cada morte que presencia, Mara parece só confirmar sua insanidade. Tudo que ela deseja, acontece. Tudo que ela toca com fúria, morre.

No decorrer do livro, Mara percebe que é um perigo perto de sua família. Ela só os faz sofrer, ficar preocupados. Ela não sabe mais discernir o que é a realidade, da alucinação.

Se afasta de todos, inclusive de Noah. Porém, ele não desiste fácil.
E persiste ao lado dela. Os dois acabam por descobrir o amor que nutrem um pelo outro. E a relação deles é sem dúvida alguma, uma das melhores coisas do livro. 

Narrativa viciante, com personagens envolventes, uma trama ricamente trabalhada, com uma trama incrível. Mara Dyer encanta e conquista cada leitor que desafia ler suas páginas assombradas.

Se eu pudesse resumir do que esse livro aborda, diria basicamente que é a descoberta de Mara, revelando-se para si mesma. Descobrindo do que é capaz, reconhecendo suas dores e traumas, e principalmente aprendendo a lidar com eles. É até possível no fim do livro, notar o crescimento da protagonista. 

Dei cinco estrelas pra esse livro, porque Mara Dyer é simplesmente incrível! Se ainda não leu, vá lê-lo. Não se arrependerá! E esqueci de dizer-lhes no começo, mas Mara Dyer é uma trilogia, e espero ansiosamente pelo terceiro Retribution of Mara Dyer, porque o segundo A Evolução de Mara Dyer, eu já estou lendo. 


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