Ficha Ténica

Título: Desventuras em Série

Autor(a): Lemony Snicket;

Gêneros: Aventura, Drama;

Editora: Seguinte;

Páginas: 3040;

Ano: 2011.



Desventuras em Série, como o próprio nome já diz, é uma série de treze livros escritos sob o pseudônimo de Lemony Snicket (Daniel Handler) e ilustrados por Brett Helquist.

O primeiro livro foi publicado em 1991 pela HarperCollins nos EUA.

Desventuras em Série poderia ser reintitulada como “Desgraças em Série”, porque os treze livros são cobertos por barbáries do início ao fim. Chega a virar banalidade até.

Desventuras em Série vai contar a história dos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire.
Crianças incrivelmente desafortunadas e sem sorte, que são literalmente perseguidas pelo Conde Olaf, o maior vilão dessa história.

Após o Sr. Poe, um banqueiro, dá a triste notícia aos Irmãos Baudelaire, que seus pais morreram num incêndio trágico na mansão que moravam, os órfãos se veem perdidos e sem rumo a seguir.

Seus pais deixam Sr. Poe como tutor dos órfãos e de toda a fortuna dos Baudelaire. Não restando nenhuma outra opção para os pobres Baudelaire.

Violet Baudelaire é uma inventora nata.
Possui um conhecimento vasto sobre a mecânica e a invenção das coisas. Quando está com os cabelos presos num laço de fita preta, todos sabem que ela está inventando algo.

Klaus Baudelaire é o filho do meio e o mais intelectual entre as irmãs. Adora ler livros, nunca restringindo seu gosto literário.
Ler de tudo um pouco, e acaba levando pra vida, as coisas que aprende nos livros que leu no decorrer de sua curta vida.

Sunny Baudelaire, a mais nova dentre os irmãos, é a mordedora oficial da família. Mesmo estando na infância, ela adora cozinhar e faz pratos deliciosos. Como Sunny é um bebê, seu linguajar ainda está em processo de evolução, mas isso não é um empecilho para seus irmãos, nem tampouco para as pessoas próximas. Quase todos conseguem entender o que ela diz, e quando não entendem, seus irmãos a traduzem.

Os irmãos Baudelaire literalmente embarcam numa aventura extremamente desafortunada após as mortes de seus pais. Sob a tutela do imprestável do Sr. Poe, eles acabam na casa horrorosa do Conde Olaf. 

O Conde Olaf é a personificação do vilão.
Não existe homem mais sem higiene, mal educado, corrupto e malvado do que ele. Olaf é capaz dos atos mais deploráveis e infames.

Os Baudelaire literalmente são jogados de porta em porta dentre os seus mais afastados parentes. Começando por Olaf, depois pelo Dr. Montgomery Montgomery, em seguida por Josephine, adiante são mandados para trabalhar na Serraria Alto Astral de Senhor e seu gentil sócio Charles; após isso são enclausurados no colégio interno e são perseguidos pelo vice diretor Nero e pela irritante Carmelita Spats, que aparece em outros livros para assombrá-los.

Depois ficam sob os domínios do casal Squalor, Jerome e Esme; depois são os protegidos de C.S.C.Cultores Solidários de Corvídeos, uma cidade onde todos idolatram os corvos que ocupam todo o lugar. 

Depois são levados para o Hospital Heimlich, onde passam por inúmeras confusões.
Pegam “carona” com o Conde Olaf e vão para a toca da Madame Lulu, uma charlatã que adivinha o paradeiro dos Baudelaire. De lá vão para as Montanhas de Mão Morta, depois para a Gruta Gorgônea e acabam náufragos numa ilha, pensando que estão longe de toda a perfídia do mundo.

Em todo o início dos livros, o autor tenta nos convencer que a narrativa a seguir é muito desafortunada e triste para que nós percamos nosso tempo lendo-as. Mas isso só nos incentiva a continuar e conhecer os Baudelaire

Durante todo o caminho dos Baudelaire, eles são envoltos por toda a perfídia do mundo. Sofrimento é pouco pra traduzir pelo que eles passam. Situações tão incomuns e impossíveis de ser reais, que ficamos boquiabertos.

Confesso que demorei pra terminar a série, e empaquei no meio do ano no livro “O Elevador Ersatz” e só voltei no fim do ano e enfim terminei a série nesse mês.

Não tenho nada do que reclamar da série, só as situações impossíveis que os Baudelaire passam.
Os personagens são incrivelmente desenvolvidos, até os secundários tem importância e conseguem nos encantar.


Uma linguagem fácil e leve. Também não tenho do que reclamar das edições brasileiras publicados pela Seguinte, o selo da Companhia das Letras, porque essa editora simplesmente arrasa nas edições. As ilustrações nos livros só complementaram e deixaram as edições ainda mais enriquecidas e lindas.

E agora dando a atenção à adaptação cinematográfica dos livros, eu vi o filme antes de conhecer os livros. E depois que os li, minha opinião não mudou. O filme foi muito fiel aos três primeiros livros. Os atores que escolheram para dar vida aos Baudelaire e ao Conde Olaf são perfeitos para os personagens. Jim Carrey encarnando Olaf é simplesmente incrível.
E Emily Browning, Liam Aiken e Kara e Shelby Hoffman ao meu ver são os Órfãos Baudelaire em pessoa. Mery Streep como Tia Josephine não deixou a desejar, afinal essa mulher é uma diva no cinema!

Recentemente fiquei sabendo que irão adaptar os livros para um seriado na Netflix. Espero ansiosamente que se dediquem e sejam fiéis a obra, pois todos os fãs estão assim como eu, absolutamente cheios de expectativas.


Deixe um comentário