Título: Atormentada;

Autor(a): Jeannine Garsee;

Gênero: Drama, Terror, Suspense, Romance;

Editora: Jangada (Pensamento);

Páginas: 368;

Ano: 2013;

Sinopse: Rinn é uma garota bipolar, que mantém o transtorno sob controle com a ajuda de medicação. Ela mora com a mãe e estuda no Colégio River Hills, onde dizem que a piscina é assombrada por Annaliese, uma adolescente que se afogou ali vinte anos antes. Quando coisas terríveis começam a acontecer aos seus colegas e não a ela, Rinn promete descobrir por que não pode ser “atingida” pelo espírito de Annaliese. Ela consegue fazer contato com o fantasma, que não se mostra nada pacífico. Ao descobrir o motivo, Rinn pede ajuda para seu namorado Nate, e elabora um perigoso plano para descobrir a verdade. Logo realidade e fantasia se confundem, até Rinn perceber que é quase impossível diferenciá-las. Diante de uma força malévola que ameaça a vida de todos de quem ela gosta, Rinn se pergunta se de fato pode confiar no que sente ou se está novamente perdendo o contato com a realidade.



Olá, pessoas!

Hoje vim trazer pra vocês a resenha de um livro que concluí há pouco tempo. Encontrei Atormentada ao acaso e agradeço imensamente por isso, porque se não, não teria conhecido essa história fantástica.
Estava fuçando na Amazon um outro livro, A Desconstrução de Mara Dyer (Já resenhado aqui no blog.) e acabei encontrando-o na lista. De cara, já gostei do livro. O título chamativo, com exceção da capa que na minha opinião ficou tosca, e a sinopse só me fizeram me interessar mais.

Aproveitei que tinha verba e o comprei juntamente com diversos outros. Falando da edição, não tenho o que reclamar. Todos os livros do Selo Jangada, da Editora Pensamento são muito bem trabalhados e não deixam a desejar. Mas o preço? Gente, muito caro! Só comprei, porque queria muito. E pelo que percebi os livros dessa editora raramente entram em promoção, então acabei comprando logo. Faço até um apelo à Editora Pensamento pra rever isso daí, porque assim ajudará bastante essa pobre leitora.

Mas bem, vamos focar no enredo agora. A narrativa é em primeira pessoa e nos mostra Corinne Jacobs, uma garota que sofre de transtorno bipolar, que já passou por episódios de suicídio bastante dramáticos. 

Os começos dos capítulos são contabilizados sob a cronologia da morte de sua avó. Um evento que marca presença constante na narrativa e na vida de nossa protagonista. Não poderei esmiuçar esse fato, porque acabaria dando spoilers gigantescos a vocês e perderia toda a graça da história.

Mas continuando, após a morte de sua avó, a mãe de Rinn decide ir embora com sua filha para sua cidade natal. Aparentemente, seu marido, Frank e padrasto de Rinn, fica ressentido com a morte de sua mãe. E por isso Rinn se culpa constantemente, já que tem plena ciência que Frank a considera culpada por tudo que aconteceu.

Assim que chega à cidade, Rinn mal humorada, debocha a todo instante do "interiorzinho" que sua mãe a trouxe. E acaba desgostando ainda mais de River Hills quando conhece a amiga de sua mãe, Millie. Que tem um restaurante, famoso por suas cebolas fritas.

Logo no começo, Rinn conhece Nate. Ele é filho do proprietário da casa, que parece ter algum laço no passado com a mãe de Rinn. Ela instantaneamente gosta de Nate, e quase sempre zomba por suas atitudes e costumes de “matuto”.

Acho que isso foi o que menos gostei na história. Fui bastante cética com o clichê ultrapassado do gostar à primeira vista. Mas acabei me surpreendendo, porque o romance dos dois acaba ficando em segundo plano, pois claramente a autora prefere todo o drama envolvendo Annaliese.

Millie tem uma filha que se chama Tasha. Ela se orgulha da filha que é nadadora e campeã de alguns prêmios. Rinn acaba por conhecê-la, logo após ser apresentada à Meg, que lhe mostra as instalações do novo colégio onde estudará. 

Meg lhe leva ao túnel obscuro que tem um odor forte de cloro, e lá lhe conta a história de Annaliese. Uma estudante que morrera tragicamente ali, na piscina da escola. O ocorrido acaba por tornar-se uma das lendas do colégio, de que Annaliese assombra aquele lugar.

Rinn se inquieta com a história de Annaliese e acaba por sentir pena da pobre Annaliese, que tivera uma morte difícil e traumática.

Meg lhe apresenta sua amiga, Lacy Kessler, uma das integrantes das líderes de torcida do colégio. E é sentada na mesa do refeitório da escola com suas novas amigas, que Rinn descobre que sua mais nova casa, era da avó já falecida de Annaliese.
E ainda tem mais, gente! Suas amigas lhe contam que a avó de Annaliese se suicidou no sótão na casa, enforcada. Sótão esse que agora é o quarto de Rinn. Todos dizem que a pobre senhora não aguentou a morte de sua neta e acabou por tirar sua própria vida de forma tão brutal.

A partir disso, a curiosidade de Rinn sobre Annaliese e o que aconteceu ficam ainda mais proeminentes. Ela descobre que sua mãe estudava na mesma época em que Annaliese morreu. E lhe questiona sobre o ocorrido, mas sua mãe claramente prefere manter o assunto pra si mesma.

No decorrer disso, seus amigos, Lacy, Meg, Tasha, Jared e Dino – o típico bad boy do colégio, organizam uma reuniãozinha tosca na piscina para invocar Annaliese.

Rinn acha tudo aquilo ridículo, mas mesmo assim vai, mesmo prometendo a Nate que não se arriscaria tanto entrando naquele lugar. Não por Annaliese, mas sim pelo estado deplorável da estrutura do local.

Na reunião ninguém leva fé que Annaliese assombra o local, mas Lacy teima e Dino estressado, joga uma das velas do ritual na piscina, e após isso Rinn acaba vendo seus amigos congelados como estátua num círculo. 

Depois desse episódio, a narrativa se concentra na busca de Rinn por respostas. Aparentemente ninguém mais, exceto ela, viu o momento em que todos estavam congelados. 

Sua obsessão por Annaliese se torna algo tão medonho e fora de controle, que sua mãe acaba notando seu comportamento suspeito.
Rinn depende de antipsicóticos e rivotril pra não surtar novamente. E só este fato faz com que todos desacreditem nela e no quão verídica é toda a história de Annaliese.

E isso levanta uma das questões mais importantes da narrativa. Será que tudo aquilo é uma alucinação da mente doente e sofrida de Rinn ou tudo sobre Annaliese é verdadeiro?

O clímax da história ao meu ver foi bastante demorado. Não sei se foi quanto a sintonia que estabeleci com o livro, ou se a autora pecou nesse quesito. 

Narrativa forte, intensa e dramática. Pegue todos os adjetivos que se relacionam com a intensidade e todos eles se aplicarão a essa escrita impactante. Foi o primeiro livro que li da Jeannine Garsee, e confesso que me conquistou. 

Cinco estrelas pra esse livro, apesar do assunto me agradar desde o início, não me arrependi de lê-lo. Tudo o que a sinopse promete, acaba acontecendo de um jeito assustador.


2 Comentários

  1. Nossa, eu adorei a capa, e olha que sou enjoada pra essas capas com imagens de pessoas. Meus gêneros preferidos são além do policial, suspense/terror e ficção científica , além de um pouco de aventura e fantasia, então acho que iria amar essa leitura também.

    Beijos
    Que Nerdisse Alice!

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  2. Sou bem chata com capas e por isso não gostei dessa em específico só por causa do nariz da modelo. hahaha
    Mas fora isso, a capa é bem fiel ao enredo.
    Se gosta de suspense/policial, já leu os livros da Gillian Flynn? Ando me surpreendendo muito com essa autora! :)

    Beijos.

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