Coluna Quinzenal (30/05)





A Importância de ler Clássicos 





Olá, pessoas!



Hoje eu vim aqui trazer pra vocês mais uma coluna. O assunto é bem polêmico e muito discutido pelo mundo afora. Poderia dizer que é clichê até, mas de crucial importância.

Isso porque a maioria dos profissionais da educação e o Estado preocupam-se com sua população que necessita enriquecer seus estudos através dos clássicos.

O grande problema é que os jovens de hoje em dia não querem nem ler um texto aparentemente imenso do WhatsApp, imagine se vão querer ler “Os Miseráveis”? Ou até mesmo os clássicos da Literatura Brasileira?

Confesso pra vocês que mesmo apreciando diversos escritores brasileiros de escolas literárias clássicas, eu não consegui ler Iracema ou terminar Senhora. Provavelmente não consegui ler porque era muito nova e o tipo de narrativa era muito difícil para minha compreensão rasa ou porque eu realmente não queria tanto assim ler.

Porque quando a gente fala de clássicos, uma enorme discussão se abre. Até mesmo leitores assíduos confessam não terem lido clássicos da Literatura Brasileira. Isso é preocupante e acredito que saibam disso. Principalmente porque nós temos uma clara preferência por romances estrangeiros, em sua maioria norte americanos.

Os best-sellers do New York Times e até mesmo os clássicos da Literatura Mundial nos chamam mais atenção e nos invadem com suas ideologias, mas quando se trata da Literatura Brasileira, a maioria tem preconceito e estigma.

Já leem com seus escudos pseudointelectuais, formados por leituras estrangeiras que veem o Brasil como uma grande Amazônia povoada por índios ignorantes, que vivem em pleno carnaval o ano inteiro. Nós constantemente vemos esse tipo de estereotipo ultrapassado e completamente batido contra nossa terra e ficamos revoltados.

E mesmo revoltados consumimos a literatura que nos trata como servos, que nos querem submissos. Passamos a desvalorizar nossa cultura, nossa literatura para cultuar a do estrangeiro. Nós temos isso de valorizar a grama do vizinho, mas acho que o brasileiro faz isso em demasia. Complexo de vira lata, já ouviram falar? Pois é.

Numa sociedade onde se cultua a literatura do vizinho, o que esperar dos jovens? Absolutamente nada.

Não estou aqui para acabar com os jovens e até mesmo da parcela que só leem livros estrangeiros, senão eu seria uma hipócrita, porque a maioria dos livros que leio são de fora, mas também para falar do Estado que não capacita seus profissionais da educação para que tenham novas ferramentas que fomentem a leitura de clássicos da Literatura Brasileira.

Porque quando um professor de Ensino Médio manda que seus alunos leiam clássicos para seminários, os alunos chiam, protelam e quase nunca leem esses livros. Preferem utilizar a internet como ferramenta de preguiçoso e procuram resumos dos livros para ler e tentar estudar.

Quando não se utiliza da Internet e dos diversos meios tecnológicos voltados para a educação, como os e-books, e-readers e os audiobooks, se perde vários estudantes que poderiam vir a gostar da Literatura Brasileira.

E quando nós passamos esse estigma para nossos jovens, nós fazemos com que diversas obras clássicas sejam ignoradas e construímos cidadãos que pouco sabem de sua terra, onde vivem. E quando criamos pessoas que não se importam com seu país, fazemos mal a nós mesmos.

O Estado precisa urgentemente aderir a essas novas ferramentas e utilizar a internet a seu favor. Precisamos acordar essas centenas de jovens que dormem alienadas pelo país e poucos sabem de sua nação.



Precisamos acordar a criticidade de nossos jovens e torná-los verdadeiros cidadãos brasileiros. Conhecer a história do seu país nunca foi tão necessário.



Enquanto pesquisava para fazer a coluna para vocês, vi diversas matérias sobre o assunto. Mas um dos que mais me chamou atenção foi uma matéria onde Philip Roth era entrevistado. E acredito que o que mais gerou polêmica foi que o escritor disse que a Literatura não sobreviveria no nosso mundo atual. Que a tecnologia esmagaria e acorrentaria nossas mentes. Vi os comentários e um dos que mais me chamou atenção foi o comentário de um homem que ia de contra ao que o escritor falava. Ele acredita que mesmo a tecnologia ganhando mais espaço no mundo atual, isso não é desculpa nem tampouco motivo para a Literatura morrer. E ele citava o estímulo de pais para fomentar o amor pela Literatura de seus filhos.



Também acho o que o escritor Philip Roth disse possa ser radical e pessimista, mas não podemos prever o que o futuro nos trará. Porque para mim por mais que tecnologia ganhe mais espaço em nossas vidas, eu continuarei alimentando minha sede de Literatura. Não sei os outros, mas cumprirei meu dever de leitora e farei como o homem comentou, perpetuarei meu amor pelos livros adiante.


Um Comentário

  1. Concordo com o que vc diz, e acrescento mais, atualmente destaco o papel de blogueiros e vlogueiros que fazem resenhas e críticas de livros na formação do gosto de seus leitores.Se destacarem também grandes autores de nossa literatura e suas obras, certamente mais jovens leriam mais autores nacionais. E mesmo os clássicos mundiais estão relegados ao segundo plano, nesses tempo de young adult.

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