Coluna Quinzenal: Livro Impresso... Possível extinção? (15/07)





Com o advento de novas tecnologias, o mundo abre espaço para essas novidades.

A informação está a um clique de distância, não há espera, não há mistério. Tudo se move muito rápido e com uma capacidade impressionante.

E com a tecnologia constantemente em nossas vidas torna-se difícil se desconectar um pouco.

Nossos jovens só pensam em quantas curtidas terão com alguma foto ou uma citação de algum poeta contemporâneo. Eles querem atenção, mais do que nunca. Poderia até dizer que a internet se transformou numa droga para o povo. Sim, isso mesmo. Porque internet vicia, e como vicia.

Assim como diversas outras coisas, temos que administrar nossos vícios e saber controlá-la, utilizando-o de forma consciente.

Se utilizássemos essa ferramenta mais consciente, esse tipo de coisa não aconteceria.. Ou pode ser que não.

Eu, por experiência própria afirmo que é difícil se desconectar da internet e dar total atenção à leitura.

E a internet nos abre muitas portas para o conhecimento. Uma delas é a possibilidade de baixar arquivos EPUB, PDF de livros, tanto clássicos quanto contemporâneos.

Hoje em dia não existe aquela desculpa de não ter condições para comprar um livro físico, pois temos diversas possibilidades de lê-lo online.
E acho que aí está o perigo, há tantas possibilidades que as pessoas escolhem a mais fácil e descartam o livro impresso. Não estou condenando a multiplicidade de possibilidades de se ler um livro, apenas estou apresentando os prós e os contras.



O bom de toda essa tecnologia é a fácil acessabilidade. Quando não temos condições podemos procurar na Internet e achar de clássicos até lançamentos do mês.

Existe todo um universo literário na Internet. Diversos grupos do Facebook e blogs na Internet possuem uma biblioteca virtual com muitos títulos e disponibilizam essas obras para seus membros.

Existe até pessoas que se dedicam a isso e utilizam seu inglês, traduzindo livros que ainda não foram lançados aqui no Brasil. Tudo isso só nos mostra a imensa gama que possuímos neste universo.

E como tudo, se existem os prós há os contras. E com certeza, acho que a maior de todas as polêmicas é o autor. Quando falo autor, quero dizer que quando baixamos um PDF de algum livro lançado há alguns meses, estamos desmerecendo o trabalho que esse autor teve ao escrever seu livro. E nós fomos lá e “pegamos” de graça esse produto. 

Nós sabemos que a Literatura é um dos bens mais essenciais ao Homem que temos portanto direito a ela.
Mas o escritor, em contrapartida, acaba “perdendo” seu mérito e ganhando bem menos do que o esperado. Mesmo sabendo que existe mecanismos como o Kindle da Amazon, o Kobo e diversos outros e-readers que disponibilizam obras por uma quantia pequena até se compararmos o preço de um exemplar físico. 

Existe também a ideia de que o ato de ler em um e-reader é um processo “frio”, pois não temos contato com as páginas de um livro físico, nem o tão conhecido “cheirinho” de um livro, que particularmente, nós leitores amamos. 

Mas o importante aqui é ressaltar as inúmeras possibilidades que nos foram dadas. Não precisamos extinguir o livro físico só porque temos centenas de outras opções para “substituí-lo”, só porque é mais prático. 

Eu falo por experiência própria.
Tenho um número considerável de livros físicos em casa, mas também possuo muitos títulos no computador e no celular. Sou a favor dos dois. Já tive muito preconceito e certa dificuldade em me acostumar a ler desse modo. É só uma questão de aprender e se acostumar. Não é o meu jeito favorito, mas vale a pena quando queremos muito ler determinado livro e não podemos comprar o exemplar físico na hora. É uma opção válida e deveríamos quebrar esse preconceito de que ler e-books é passar pra trás o livro físico. Não estamos passando pra trás de forma alguma o exemplar físico. Vamos parar com essa ideia primitiva.

O livro impresso não vai acabar, mas os e-books continuarão aumentando sua influência em nosso mundo. Não é porque são opções que necessariamente tem que competir. Os dois são válidos, os dois são instrumentos de saber e de imaginação. Os dois viverão juntos em nossas vidas, como opções viáveis para a leitura.


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