Ficha Técnica


Título: Divergente (Divergent)
Autor (a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Gênero: Distopia, Aventura
Nº de Páginas: 502



Sinopse: 
"Nesta versão futurista de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos, numa grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é - não pode ter dois. Então, faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma.

Durante a iniciação altamente competitiva que se segue, Beatrice muda seu nome para Tris e se esforça para decidir quem são realmente seus amigos - e onde se encaixa na sua nova vida um romance com um rapaz fascinante, porém perturbador. Mas Tris também tem um segredo, que mantém escondido de todos, pois poderia significar sua morte. Ao descobrir um conflito crescente que ameaça destruir sua sociedade aparentemente perfeita, ela também aprende que seu segredo pode ajudá-la a salvar aqueles que ama... ou destruí-la."


Montar uma crítica de um livro que já é um grande sucesso nos cinemas é uma tarefa bem difícil, pois, as comparações entre ambos são quase inevitáveis. Aqui, vou tentar me ater principalmente aos aspectos do livro mas, em alguns momentos, as comparações serão indispensáveis.

Divergente segue basicamente a trajetória de Tris, oriunda da Abnegação, que deixa sua família para seguir à facção a qual acredita realmente pertencer. Uma vez em um território completamente diferente a qual estava acostumada, ela se vê obrigada a fazer coisas que nunca pensara em fazer, mas desejara em segredo, e a enfrentar seus medos, enquanto ainda tenta se manter fiel às suas antigas ideologias.



"Acho que todos nós cometemos um erro; passamos a rebaixar as virtudes das outras facções no processo de reforçar a nossa. Não quero fazer isso. Quero ser corajoso e altruísta e esperto e bondoso e honesto. Eu me esforço continuamente para ser bondoso."



Posso afirmar alegremente que nenhum livro me prendeu tanto quanto esse desde A Maldição do Tigre, que li por volta de 2013. A estória não é somente intrigante, ela nos faz sentir muito próximos à sua realidade: da indecisão sobre o futuro e como ela nos afeta, da competitividade até mesmo entre nossos próprios círculos de amizades, nas traições, das perdas, e do romance real - aquele que cresce gradualmente e conquista o leitor pelos detalhes, pelo companheirismo, e não somente pela personificação da perfeição que muitos trazem consigo.


Um dos aspectos que mais me agradou durante a leitura foi a Tris. Posso dizer que não tenho um bom histórico de relacionamento com as/os protagonistas de livros, mas dessa vez foi diferente. Ela é fisicamente fraca, mas dá o máximo de si pra ser melhor. Ela é pequena, mas tem um coração grande que a torna superior que a maioria das pessoas, mesmo que não perceba ou admita. Seus defeitos e qualidades a tornam uma personagem pela qual é fácil torcer e admirar.



"O abismo serve para nos lembrar que ha um limite tênue entre a coragem e a estupidez."



O modo como a Veronica Roth faz com que a estória cresça é impressionante! Sua escrita é simples e arrojada ao mesmo tempo, fácil de assimilar e fluir. Os personagens são carismáticos, originais e muito reais. Lembro-me que peguei o livro em um dia de tédio e não consegui parar até tê-lo devorado, já ansiando por Insurgente, a sequência. E, ainda por cima, pasmei ao perceber que havia lido mais de quinhentas páginas. Sim, eu só percebi quando vim fazer a ficha técnica que está no início dessa crítica.

Quanto ao sucesso cinematográfico da franquia, ao comprar o livro, já havia assistido os dois filmes (Divergente e Insurgente) e me considerava fã. Sabia, porém, que no processo de adaptação para o roteiro do filme, muitas coisas têm de ser descartadas ou minimizadas. Assim, eu poderia citar uma longa lista - nada muito impactante, apenas alguns detalhes que a depender do leitor/expectador, aprofundaria a perspectiva geral do enredo. No entanto, vou me ater ao mais importante detalhe deixado de fora do filme, ao menos no meu ponto de vista :


[alerta de spoiler]

O fato da mãe da Tris ser uma divergente também e, além de tudo, ser filha de uma das líderes da Audácia. "Ah, mas por que isso é tão importante?" Porque foi significativo para Tris, que quase não fazia ideia do que era ser uma divergente. Ainda por cima, é uma coisa simples que poderia ter sido facilmente encaixada em um dos diálogos das cenas finais do filme, mas que por alguma razão foi deixada de lado. Como não acompanhei nenhuma entrevista ou artigos sobre o mesmo, deixo essa minha pequena dúvida no ar.

 [fim do spoiler]


Enfim, já estou com o e-book de Insurgente prontinho para ler, louca pra acompanhar - mesmo já tendo recebido mil e um spoilers - o que vai acontecer a seguir com a Tris. Espero que você, seguidor do blog, leia também e compartilhe suas opiniões aqui nos comentários. Beijos e até a próxima!



Avaliação: 




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